
Ele era completamente insensível sobre como nunca foi fiel à ela, e sempre fez o que bem quis. Ele era egoísta e frio e nenhum calor humano ou paciência o teria feito mudar. E o pior que ouviu foram as palavras que ele não pronunciou. E ela até agora se pergunta como pode ter sido tão tola. Ele era exatamente aquilo, um canalha, um ser humano egoísta, mas ainda assim, durante esses sete meses, ela o amou muito e doía perceber o quanto errou a respeito dele. Sabia agora que estava melhor sem ele, mas ainda era terrivelmente doloroso ver que tinha sido tão usada e enganada por ele. Ele destruiu o que restava de seus sentimentos. Queria dizer à alguém que não acreditava, que não era justo, que ele era um desgraçado, mas não havia ninguém. Ela estava sozinha. Mas ao lembrar de quanto tudo ia bem e ela achava estar tão apaixonada por ele, experimentou uma imensa sensação de perda. Imaginou se ele lhe telefonaria outra vez, se algum dia lhe diria o quanto lamentava, o quanto foi injusto. Mas todos simplesmente desaparecem depois partir o coração dela.
Por mais inadequado que ele possa ter sido ou detestado por sua família, ainda assim ela o amou.